As estátuas feitas de dejetos comuns como latas e embalagens de plástico já estiveram em Colônia, Paris e Moscou, e também foram colocadas em frente às pirâmides do Egito e na grande muralha da China.
Mil dessas esculturas estão atualmente na Piazza del Popolo em Roma, onde ficam até o fim do mês. Depois seguem para Barcelona e Nova York.
Com a instalação, chamada de "arqueologia do presente", o artista alemão HA Schult quer exprimir seu protesto contra o consumismo da sociedade atual.
Lixo e política
"Logo, logo as esculturas serão mais famosas que qualquer outro alemão", disse Schult na inauguração da exposição ao ar livre em Roma.
"O lixo é mais forte que a política", acrescentou.
No ano passado cerca de um milhão de pessoas viram as estátuas de lixo em Colônia, a cidade natal de Schult.
As "pessoas de lixo" têm 1,78 m de altura e parecem um exército sombrio e tenebroso.
"Hoje em dia, tudo pode ser transformado em arte", diz o artista alemão de 67 anos.
Depois de apresentar as esculturas nos Estados Unidos, HA Schult vai realizar um sonho e levá-las para a Antártida, como protesto pelo lixo deixado pela civilização no continente branco.
Fonte: BBC - Brasil
